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domingo, 27 de setembro de 2020
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NASA TEM QUASE 400 QUILOS DE PEDRAS LUNARES TRAZIDAS PARA A TERRA

NASA TEM QUASE 400 QUILOS DE PEDRAS LUNARES TRAZIDAS PARA A TERRA

Até 1972, última vez que o homem pisou na Lua, a Nasa tinha 382 quilos de rochas do satélite trazidas à Terra. Segundo Samuel Lawrence, especialista em planetas da agência espacial americana, as pedras lunares são os materiais mais preciosos que temos por aqui.

Muitas descobertas sobre o universo aconteceram graças a estes fragmentos do satélite, transportados na Apolo 11, a primeira missão que levou humanos à Lua e que neste mês completa 50 anos.

“As pessoas não percebem a importância de estudar as amostras da Apolo para compreender nosso sistema solar e o universo que nos cerca”, declara Lawrence. “Não apenas na Lua, mas também em Mercúrio, em Marte, em alguns asteroides”.

Os cientistas já compreendem como nasceu o satélite: resultado de um grande impacto há mais de 4 bilhões de anos, quando também se formou a Terra. Os destroços que foram espalhados como resultado do impacto vagaram pelo espaço na órbita do nosso planeta, até que várias centenas de milhões de anos depois foram compactados para dar forma à Lua.

Por este motivo cientistas dão tanto valor às rochas lunares: basicamente, elas são feitas do mesmo material. “Aprendemos que a estrutura interna da Lua era como a da Terra. Tem crosta, manto e núcleo, mas não tem vida e não tem fósseis nativos ou espécies orgânicas nativas”, continua o cientista.

Algumas destas pedras lunares estão expostas ao público, principalmente no Centro Espacial Johnson em Houston, no estado do Texas. O então presidente Richard Nixon também doou pequenos pedaços às 135 nações que existiam na época em uma demonstração da “boa vontade” americana.

A maior parte delas, no entanto, está armazenada em “contêineres lacrados em um cofre seguro que pode suportar furacões e muitos desastres naturais” no laboratório de mostras lunares da Nasa, em Houston. Como precaução, parte do tesouro também pode ser encontrado em White Sands, no estado do Novo México.

Mas para celebrar os 50 anos da chegada do homem à Lua em 20 de julho, a agência especial distribuiu algumas amostras a cientistas. Lawrence salienta que estes pesquisadores passam por um procedimento rigoroso para poder solicitar um fragmento lunar.

“Recentemente entendemos que a Lua na realidade não carece completamente de água”, disse Lawrence, entusiasmado com o desejo da Nasa de atender a ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar novamente astronautas ao satélite em 2024.




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